Primeiro encontro dos Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão

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Mogi das Cruzes, 26 de Janeiro de 2015

ORIENTAÇÕES PARA O MINISTÉRIO DA EUCARISTIA

Iniciamos 2015 com muita confiança… “Quem começa sem confiança, perdeu de antemão metade da batalha e enterra os seus talentos”. (EG, 84 e 85).

Introdução: São baseadas na Evangelii Gaudium. “Diante da realidade em que vivemos, sobretudo, com este forte acentuo individualista, torna-se preciso “descobrir e transmitir a ‘mística’ de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o braço, apoiar-nos, participar nesta maré um pouco caótica que pode transformar-se em uma verdadeira experiência de fraternidade, caravana solidária, peregrinação sagrada” (EG 87).

Estimado Ministro da Sagrada Comunhão: O Código de Direito Canônico, através do cânon 230, afirma que onde a necessidade da Igreja o aconselhar, na falta de ministros, podem também os leigos exercer o ministério da palavra, presidir as orações litúrgicas, administrar o batismo e distribuir a sagrada Comunhão”. No seu caso você é Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão.

Muitas vezes somos levados a deixar o termo “extraordinário” subir à cabeça e nos cremos imprescindíveis ou insubstituíveis. O termo “extraordinário” deve ser por nós entendido como “necessário”, o que nos leva a estarmos sempre prontos para o serviço na comunidade. Se essa extraordinariedade for aceita e cumprida, com o coração e não somente com ato de servir, o “necessário” se torna excepcional ou notável.

Levar Cristo vivo aos necessitados, doentes ou moribundos, nos torna notáveis já que temos o propósito de alimentar os que clamam pelo alimento que só o Senhor ressuscitado dá. Este propósito deve alimentar a espiritualidade do Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. Essa é sua missão: Levar Cristo vivo aos necessitados. Em caso de necessidade, o sacerdote pode delegar fiéis idôneos para o caso particular para distribuir a comunhão na Missa, mas Levar Cristo vivo aos necessitados exige uma delegação da comunidade. (IGMR n. 162a).

Estimado MESC não quero inibir o trabalho do Ministro da Comunhão, estas orientações visam oferecer aprofundamento, colaborando desta forma, para que esse Ministério que foi confiado a você pela Igreja, seja desempenhado com mais conhecimento de causa. Seguem as orientações:

  1. Todos nós cristãos somos chamados a ficarmos parecidos com Jesus que “sempre se mostrou cheio de misericórdia pelos pequenos e pobres, pelos doentes e pecadores, colocando-se ao lado dos perseguidos e marginalizados. Com a vida e a palavra anunciou ao mundo que sois Pai e cuidais de todos como filhos e filhas”. “Jesus, o evangelizador por excelência e o Evangelho em pessoa, identificou-se especialmente com os mais pequeninos (cf. Mt 25,40). Isto recorda-nos, a todos os cristãos, que somos chamados a cuidar dos mais frágeis da Terra” (EG 209). Isto é, Cuidar dos que Ele cuidou. No seu caso os enfermos.
  2. Toda a presidência litúrgica deve ser a expressão do “Cristo cabeça da Igreja”. Assim todos os que são chamados a desempenhar funções dentro da celebração: coroinhas, Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística, animador, leitores, salmista, ministério do canto (cantores), equipe de acolhida (recepcionista) “desempenhem um verdadeiro ministério litúrgico” (Sacrosanctum Concilium, 29).
  3. Cada um dos gestos e palavras de quem preside ou que proclama a Palavra de Deus, deve revelar o Espírito, de quem recebeu o dom para atuar na assembleia de irmãos. “Na liturgia, Deus fala a seu povo. E o povo responde a Deus, ora com cânticos, ora com orações” (Sacrosanctum Concilium, 33).
  4. O ministro é chamado a ser uma pessoa de silêncio e zelar pelo silêncio dentro do recinto celebrativo, antes, durante e pós-celebração: Mas um silêncio significativo, um silêncio eloquente. Por isso, a Instrução Geral do Missal insiste no n. 45 se diz: “Oportunamente, como parte da celebração deve-se observar o silêncio sagrado. A sua natureza depende do momento em que ocorre em cada celebração. Assim, no ato penitencial e após o convite à oração, cada fiel se recolhe; após uma leitura ou a homilia, meditam brevemente o que ouviram; após a comunhão, enfim, louvam e rezam a Deus no íntimo do coração. Convém que já antes da própria celebração se conserve o silêncio na igreja, na sacristia e mesmo nos lugares mais próximos, para que todos se disponham devota e devidamente para realizarem os sagrados mistérios”. Como esta o silêncio em nossa comunidade?
  5. Quando se percebe na equipe de celebração ausência de concentração, de interiorização, que se manifestam por conversas paralelas, pelas saídas e entradas no espaço litúrgico, ruídos nos microfones, aparelhos de som, com certeza isso em nada vai contribuir com a espiritualidade do ato litúrgico.
  6. Buscar o autodomínio contra o vício do fumo, bebida alcoólica. Também os vícios internos “…me dói muito comprovar como em algumas comunidades cristãs, e mesmo entre pessoas consagradas, se dá espaço a várias formas de ódio, divisão, calúnia, difamação, vingança, ciúme, a desejos de impor as próprias ideias a todo o custo, e até perseguições que parecem uma implacável caça às bruxas. Quem queremos evangelizar com estes comportamentos? (EG 100)
  7. Ter o bom senso de usar mais os ouvidos do que a boca, evitar a desgraça da fofoca. “A experiência mostra-nos que há tantos pecados contra a unidade; e não pensemos apenas nas heresias ou nos cismas, mas em faltas muito mais comuns, nos pecados “paroquiais”: com efeito, as nossas paróquias, chamadas a ser lugares de partilha e comunhão, infelizmente parecem marcadas por invejas, ciúmes, antipatias. Como se faz fofoca nas paróquias! Isto não é Igreja, não se faz! É verdade que isso é humano, mas não é cristão!”. (A audiência geral do Papa, 27 de novembro de 2014)
  8. Insisto e recordo que sua missão é levar Comunhão aos doentes:Dentro da igreja a função de distribuir a Sagrada Comunhão compete ao sacerdote, auxiliado pelo diácono. “Se não houver (outros sacerdotes ou diáconos) e se o número dos comungantes for muito grande, o sacerdote pode chamar ministros extraordinários para ajudá-lo, ou seja, o acólito instituído bem como outros fiéis, que para isso foram legitimamente delegados. Em caso de necessidade, o sacerdote pode delegar fiéis idôneos para o caso particular (IGMR n. 162a).
  9. A função do Ministério Extraordinário da Eucaristia não seja para aquele que o assume apenas uma tarefa a cumprir, mas um estímulo para crescer na fé e na comunhão fraterna; por outro lado, o seu Ministério nunca pode ser recebido como honraria pessoal, mas sempre e somente em função de um serviço prestado para a comunidade.

 

DA COORDENAÇÃO PAROQUIAL DOS MESC

1. Coordenar as atividades dos MESC da paróquia.

2. Promover e acompanhar a formação permanente dos MESC da Paróquia.

3. Elaborar a escala dos trabalhos dos MESC na Paróquia.

4. Orientar e acompanhar os MESC na equipe paroquial de liturgia.

5. Participar das reuniões da Coordenação de Decanato.

6. Realizar a reunião mensal dos MESC na Paróquia.

7. Representar os MESC de sua jurisdição; Presidir as reuniões na ausência do Pároco; Coordenar todos os trabalhos e responder pela equipe; Articular os MESC com Pastorais, Movimentos e com a equipe de Coordenação da Liturgia;

18 - DAS ATRIBUIÇÕES DOS MESC

1. Ser um Agente de Pastoral, sinal da presença viva de Cristo na Paróquia;

2. Exercer o Ministério da Visitação aos doentes e levando-lhes a Sagrada Comunhão;

3. Auxiliar os Ministros Ordenados nos atos litúrgicos, servindo o altar e distribuindo a Sagrada Comunhão;

4. Presidir a Celebração Dominical da Palavra na ausência ou falta do presbítero ou do diácono;

5. Estar a serviço da equipe de liturgia, conforme escala elaborada pela Coordenação Paroquial;

 

19 - DO MANDATO

1. O mandato será concedido por um período de três anos, com possibilidade de renovação segundo determinação do Plano Diocesano de Pastoral. Uma vez terminado o mandato, poderá continuar o exercício de novo mandato, se, de sua vontade e disponibilidade, desde que solicitado pelo Pároco e não havendo restrições da comunidade.

2. O mandato será exercido de forma gratuito, sem quaisquer proventos para a missão e sob a orientação do Pároco.

3. No caso de que um Ministro se candidatar a cargos eletivos públicos, ele deverá solicitar afastamento do ministério, enquanto ele estiver em tal condição.

Poderá haver suspensão ou revogação do mandato em casos de:

a) Alcoolismo;

b) Infidelidade matrimonial pública que provoque um escândalo aos fiéis;

c) Improbidade no exercício de alguma função pública ou na Paróquia;

d) Corrupção ativa e/ou passiva;

e) Negação das verdades de fé da Igreja;

f) Desobediência ao Pároco e/ou decisões da Coordenação Geral;

g) Utilização das funções para promoções político-partidárias;

h) Ser membro de associações secretas que venham a conspirar contra a Igreja;

i) Faltar reuniões consecutivas, sem justificativa, será afastado da sua função;

A Igreja não é dona de si mesma, nem ninguém é dono da Igreja, mas ela é do Cristo! Segue os seus passos e seus ensinamentos. Por essa razão que “a intimidade da Igreja com Jesus é uma intimidade itinerante” (EG 23).

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